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Abordagem de atuação
Psicologia Histórico-Cultural

“O desenvolvimento se dá não em círculo, mas em espiral, passando por um mesmo ponto a cada nova revolução, enquanto avança para um nível superior”.
- Lev Vigostki
A perspectiva Histórico-Cultural do desenvolvimento humano tem o psicólogo russo Lev Vigostki (1896-1934) como seu grande expoente. Interessa-se pelo processo histórico dos fenômenos e pela origem dos mesmos, indo além da aparência e buscando compreender as relações e contradições na sua essência.
Nessa perspectiva, o ser humano, por ser social, tem a capacidade de desenvolver suas funções psicológicas elementares em funções psicológicas superiores (atenção, memória, pensamento, linguagem, imaginação, emoção), o que garante autonomia em relação à natureza, tendo condições de criar instrumentos e signos (linguagens) que possibilitam novas relações no meio social, bem como a possibilidade de transformá-lo.
Para a Psicologia Histórico-Cultural, o ser humano desenvolve-se na e pelas relações que estabelece com o meio social em que vive, o que inclui as pessoas, o contexto e os objetos que têm acesso. Desse modo, é de extrema importância estarmos atentos à qualidade das nossas relações, visto que “Nós nos tornamos nós mesmos através dos outros”.
Para essa teoria, o psiquismo vive em constante transformação. Isso significa que quando mudamos de ideia, quando refletimos e repensamos nosso lugar no mundo, altera-se a dinâmica da nossa vida emocional, o que gera efeitos na qualidade da nossa vida e das nossas relações.
Assim, a psicoterapia tem uma função importante de ser uma mediadora desse processo. Ao considerar as histórias dos sujeitos, as formas como significam suas vivências e realidades, as demandas e interesses apresentados, a escuta, o olhar e o acolhimento do terapeuta ampliam as formas de dar vazão à expressão do paciente, potencializando o desenvolvimento integral da sua personalidade rumo à liberdade.