Grupo terapêutico com professoras: muitas histórias e novas significações
- Carolina Nascimento
- 1 de ago. de 2019
- 1 min de leitura
De março a julho desse ano de 2019 eu e minha parceira psicóloga Gisele coordenamos um grupo terapêutico com professoras da rede pública de Jundiaí. Foram oito encontros quinzenais onde a expressão, o diálogo, o apoio, o acolhimento, a confiança, o contato com a arte e a criação se fizeram presentes.
Pensamentos, reflexões e dilemas sobre a educação, as políticas públicas, o tempo e espaço do professor, os êxitos e desafios da profissão, as expectativas, potencialidades e limites, dentre tantos outros temas, foram compartilhados no coletivo, havendo espaço para trocas e ampliação de significados e sentidos.
Além do reconhecimento de quem são os colaboradores na vida de cada uma, o grupo também se configurou como um lugar de parcerias, onde todas as participantes criaram vínculos que possibilitaram a existência de uma rede de apoio segura, isto é, novas interlocutoras e companheiras no processo de ser mulher, ser professora e ser agente política no mundo.
É um ato de muita coragem esse de topar se desnudar num grupo terapêutico, porque implica em mostrar o que historicamente aprendemos a esconder, como as nossas fragilidades, nossas incompreensões, nossos medos e inseguranças. Nesse processo de ser humana e de buscar estar inteira no presente, cada professora foi abraço, apoio, rede e ponte, acolhendo umas às outras e facilitando o processo de se (re)conhecerem nas suas potencialidades, apreciando o que permanece e o que transforma em cada uma.
Viver implica em mudar, e participar de uma parte do processo de mudança dessas professoras queridas foi e continua sendo muito gratificante!



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